ESPECTROMETRIA DE MASSA ACOPLADA À CROMATOGRAFIA LÍQUIDA E GASOSA: SUA APLICAÇÃO NAS CIÊNCIAS FORENSES

Rafael Christofoli Cavalcanti

Resumo


INTRODUÇÃO
Entre as técnicas analíticas usadas em ciências forenses, a espectrometria de massa (MS -Mass Spectrometry) é uma das mais sensível para se detectar substâncias presentes em uma amostra (MAURER, 1998). A partir da ionização de moléculas da amostra aplicada em um espectrômetro de massa, os íons se movimentam ao longo de um campo eletromagnético e são captados pelo detector. Valores de razão massa/carga (m/z) são determinados para cada íon (PITT, 2009). Espectrômetros de massa podem ser acoplado a outros equipamentos, dependendo da substância a ser analisada para aumentar a precisão dos resultados (MAURER, 1992). A preferência em utilizar MS a outros métodos consiste em sua alta especificidade, precisão e habilidade de lidar com misturas complexas (PITT, 2009). Por volta de 1970, a cromatografia gasosa (GC – GasChromatography) foi acoplada diretamente a MS e se tornou um poderoso método de identificação de compostos apolares (MAURER, 1992). Cerca de 20 a 30 anos depois, MS foi conectada a cromatografia líquida (LC – LiquidChromatography). Hoje, MS, utilizada com GC (GC-MS) ou LC (LC-MS), é ferramenta indispensável na toxicologia forense e em testes de dopping (MAURER, 2006). De acordo com Anannis, et al (2007), LC-MS tem alcançado os melhores resultados na identificação de drogas. Amostras apreendidas, como vestígios de crimes e drogas, podem ser analisadas para se determinar sua composição e origem. Por auxiliar na determinação da composição de amostras complexas, MS pode ser usado em diversos casos determinando, por exemplo, se as amostras contêm substâncias licitas ou não.

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