INFLUÊNCIA DO TIPO DE MUNIÇÃO NAS CARACTERÍSTICAS DAS LESÕES PRODUZIDAS POR ARMAS DE FOGO

Joicy Ferreira de Queiroz

Resumo


INTRODUÇÃO
O Brasil, mesmo sem conflitos religiosos ou étnicos e sem disputas territoriais ou de fronteiras, sem guerra civil ou enfrentamentos políticos levados ao plano das armas, consegue vitimar com emprego de armas de fogo mais cidadãos do que muitos dos conflitos armados contemporâneos (WAISELFISZ, 2015). Segundo o Mapa da Violência, em sua última versão publicada em 2015, se no período compreendido entre os anos de 1980 e 2012 a população teve um crescimento em torno de 61%, as mortes por arma de fogo, que incluem suicídios, homicídios e acidentes, cresceram 387%, e entre os jovens esse percentual foi de 463,6%. Os registros permitem verificar que, entre 1980 e 2012, morreram mais de 880 mil pessoas vítimas de disparo de algum tipo de arma de fogo. O crescimento das mortes por armas de fogo na população total ocorreu, de forma quase exclusiva, em função da taxa de homicídios, que cresceu 556,6% no referido período. Entre os jovens, o aumento foi de 655,5%. No ano de 2012, uma em cada três mortes juvenis deve ser creditada ao uso de armas de fogo (WAISELFISZ, 2015).

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